“Dia Internacional da Mulher: avanços, desafios e o aumento do feminicídio no Brasil e no Amapá”
Celebrado em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher é uma data que simboliza as conquistas históricas das mulheres ao longo dos anos, mas também reforça a necessidade de enfrentar desafios que ainda persistem, especialmente no combate à violência de gênero.
Ao longo das últimas décadas, as mulheres conquistaram avanços importantes em diversas áreas, como educação, mercado de trabalho, direitos políticos e igualdade de oportunidades. No entanto, a violência contra a mulher ainda é uma realidade preocupante em todo o país.
Crescimento dos casos de feminicídio
Dados recentes mostram que o Brasil registrou 1.568 casos de feminicídio em 2025, um aumento em relação ao ano anterior, evidenciando a gravidade do problema no país (Agência Brasil).
No estado do Amapá, a situação também acende um alerta. Em 2024, foram registrados 2 casos de feminicídio, número que subiu para 9 em 2025, demonstrando um crescimento significativo (MPAP).
A maioria desses crimes ocorre dentro do ambiente doméstico e, muitas vezes, é resultado de um ciclo de violência que poderia ser interrompido com denúncias e apoio adequado.
Obstáculos enfrentados pelas mulheres
Mesmo com leis importantes, como a Lei Maria da Penha, que é considerada uma das mais avançadas do mundo no combate à violência doméstica, ainda existem desafios como:
Medo de denunciar
Dependência financeira
Falta de apoio
Subnotificação dos casos
Esses fatores contribuem para que muitas mulheres permaneçam em situações de risco.
Como denunciar violência contra a mulher
Denunciar é fundamental para salvar vidas. No Brasil, existem canais gratuitos e acessíveis:
📞 Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (24h, gratuito)
📞 190 – Polícia Militar (em caso de emergência)
🏢 Delegacias Especializadas da Mulher
O serviço Ligue 180 funciona em todo o país e oferece orientação, acolhimento e encaminhamento para atendimento adequado (Wikipédia).
Como ajudar mulheres em situação de risco
A sociedade também tem um papel essencial no combate à violência. Algumas atitudes podem fazer a diferença:
Ouvir e acolher sem julgamento
Incentivar a denúncia
Oferecer apoio emocional
Procurar ajuda de órgãos competentes
Denunciar não é “se meter”, é salvar uma vida.
Campanhas e ações de combate
Diversas campanhas vêm sendo desenvolvidas para enfrentar esse problema. No Amapá, iniciativas como a campanha “Ela tem voz, ela tem proteção”, promovida por órgãos públicos, buscam conscientizar a população sobre o feminicídio e a importância da denúncia (MPAP).
No âmbito federal, programas como o “Mulher Viver sem Violência” ampliam o acesso a serviços de proteção, acolhimento e justiça para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Um compromisso de toda a sociedade
O Dia Internacional da Mulher vai além das homenagens. É um momento de reflexão e de ação.
Combater a violência contra a mulher é um compromisso coletivo que envolve famílias, escolas, instituições e toda a sociedade.
Mais do que celebrar conquistas, é preciso garantir que todas as mulheres tenham o direito de viver com dignidade, respeito e segurança.







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